A 550 cubic km flank collapse of La Palma, Canary Islands would generate a mega-tsunami several 100 meters high locally. Waves of 30 m height would reach all shores of the Atlantic. Source http://es.ucsc.edu/~ward/
Há muito que se fala. Em surdina porque o tema é tabu. É um pouco como a avestruz que, perante a ameaça prefere esconder a cabeça na areia. Na realidade, o mundo convive com vários perigos da natureza que mais tarde ou mais cedo serão letais para o homem. Para o que o estuda e enfrenta e para aquele que faz de conta que não representa perigo e igualmente para quem esconde a cabeça na areia. Refiro-me ao vulcão da ilha de La Palma, em Canárias, que um dia será uma ameaça poderosa causadora de um megatsunami que irá gerar ondas gigantescas que chegarão a África, à Europa continental e ilhas britânicas, às Caraíbas, e à América. Como já alguém escreveu, todos os elementos que se poderia querer para um filme ficcionado de desastre estão ali: uma linda ilha vulcânica no Atlântico, à beira de um colapso catastrófico, ameaçando propagar ondas gigantescas que vão avançar pelo globo em questão de horas. E, enquanto os cientistas tentam em vão tornar audível os seus alertas, os gover...
Grande parte das pessoas do mundo, incluindo governantes e entidades com responsabilidade, estão a meter a cabeça na areia como a avestruz. Não vê, não ouve e não age em relação ao que os cientistas avisam acerca do perigo iminente que constitui a ilha de La Palma, nas Canárias e a possibilidade de uma parte dela cair e provocar um tsunami de dimensões dantescas. Este vídeo dá uma ideia aproximada. Most people in the world, including governments and entities with responsibility, are to stick his head in the sand like an ostrich. Can not see, hear and do nothing about what the scientists warn about the danger which is the island of La Palma in the Canary Islands and the possibility of a part of it fall and cause a tsunami-sized Dantesque. This video gives a rough idea.
A ideia de um “megatsunami” devastador vindo de La Palma (Cumbre Vieja) é considerada falsa pelos estudos científicos atuais. O cenário extremo de ondas gigantes a cruzar o Atlântico foi praticamente descartado, embora exista um risco real, mas muito mais modesto, de tsunamis regionais. O mito do megatsunami vem de 2001, quando Steven Ward e Simon Day publicaram um estudo teórico a simular o colapso catastrófico de parte do vulcão Cumbre Vieja, na ilha canariana, com 150–500 km³ de rocha a escorregar para o mar, gerando ondas muito altas que atravessariam o oceano. Este cenário foi construído como “pior caso possível”, assumindo um colapso único, rápido e enorme, e ganhou fama em documentários e, mais recentemente, em séries de ficção como a da Netflix sobre La Palma. Estudos posteriores mostram que os grandes deslizamentos em Canárias tendem a acontecer em várias fases menores, não num único bloco gigantesco, o que reduz muito a capacidade de gerar um megatsunami. Modelos mais recent...
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